O diretor executivo da Associação das Empresas de Transportes Coletivo Urbano de João Pessoa (AETC-JP), Mário Tourinho, esteve entre os dias 2 e 6 deste mês em São Paulo, Grande São Paulo e a capital colombiana, Bogotá, participando de um workshop e visitas técnicas sobre transporte público de passageiros. "Depois de ver muitas experiências, pude constatar que o sistema de transporte urbano de João Pessoa destaca-se entre os melhores do país", afirmou Mário Tourinho. Além do diretor da AETC-JP, outras 25 pessoas integraram a comitiva do evento que foi promovido pela União Internacional de Transponte Público, através do Departamento para a América Latina.
Roteiro de Viagem
Durante os primeiros dois dias do evento, em São Paulo, foram focados temas relacionados a corredores exclusivos para ônibus como principal ferramenta para qualificar melhor o transporte coletivo. O terceiro dia foi comprometido com visitas técnicas, a primeira delas dentro da própria capital paulista para observação "in-loco" do funcionamento do Corredor Dom Pedro II ao bairro Sacomã, de 8,5 Km, mais conhecido como sistema "Fura Fila". E a segunda, na Grande São Paulo, incluindo visita à sede da EMTU (Empresa Metropolitana de Transporte Urbano), com sede em São Bernardo do Campo. Já os dois últimos dias do evento, foram vivenciados em Bogotá, capital colombiana, onde já estão implantadas duas fases do sistema de transporte público denominado de Transmilênio, cuja experiência vem sendo referenciada como das mais importantes na América Latina.
Avaliação
Após essas visitas e assistir exposições sobre como o transporte público de passageiros vem sendo prestado em várias cidades do mundo, o diretor executivo da AETC-JP declarou que passa ter ainda mairo convicção de que o sistema urbano de João Pessoa é mesmo um dos melhores especialmente se comparado aos demias das cidades brasileiras. Segundo Mário Tourinho, a comitiva visitou conhecidas experiências no setor de transporte rodoviário de passageiros, como o caso do corredor chamado "Fura Fila", em São Paulo, e o Transmilênio , em Bogotá. "Esses projetos representam muito pouco no contexto de megalópoles como São Paulo e Bogotá. O "Fura Fila" corresponde a um corredor de apenas 8,5 km, construído aum custo de rs 100 milhões por quilômetro. O que significa 8,5 km para uma cidade como São Paulo? Se para João Pessoa seria tão pouco, imagine para São Paulo? Quanto ao sistema Transmilênio, basta que se diga que ele está operado por uma frota de cerca de 1.500 veículos, contra um outro sistema, dentro da mesma cidade de, aproximadamente, 17.000 veículos que são verdadeiras fubicas para transportar os 7 milhões de habitantes da capital colombiana", finalizou Mário.
Fonte: Coluna Ponto a Ponto